Hoje é dia mundial pela prevenção da violência doméstica contra crianças e adolescentes. Eu e minhas amigas blogueiras combinamos de fazer uma blogagem coletiva. Cada blog deve falar a respeito desse assunto.
Eu poderia escrever sobre o assunto, explicitando as razões pelas quais eu sou contra qualquer tipo de violência infantil, mesmo as chamadas palmadas, palmadinhas, palmadas educativas (ou seja lá o nome que se dá)
Para tanto, eu me sentiria obrigada a discorrer sobre a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente, a Convenção dos Direitos Humanos, Convenção dos Diretos da Criança e a falar a respeito do princípio da dignidade humana (Embora muitas pessoas não se dêem conta: Criança também é um ser humano!).
Desta forma, o texto ficaria muito, muito longo. Gastaria muito tempo. Passaria o Natal, Ano Novo, Carnaval, Páscoa, meu aniversário, ... e eu ainda não teria terminado.
Além disso, esse blog serve para eu narrar as historinhas da filhota, pra conhecer e refletir sobre a maneira maravilhosa da criança pensar, pra tentar compreender um pouquinho desse universo infantil. Um universo fascinante!
Portanto, baseando-se na minha grande inspiradora, na minha fonte de conhecimento, na minha mina de informações, que está acima de qualquer Lei ou Convenção, e mantendo o espírito do blog, aproveito para escrever esta história que ocorreu há alguns dias:
Voltando da escolinha, Luíza questionou:
- Mamãe, maior pode bater em menor?
- Como assim?
- É verdade que maior pode bater em menor?
- Não, ninguém pode bater em ninguém.
- Ufa!
- Por quê?
- É que o João Vitor bateu num outro coleguinha, menor que ele.
- Que horror! Não pode não.
- Ele disse que maior pode bater em menor, porque os pais dele batem nele.
Sobre qualquer assunto, qualquer atitude que tomamos, a questão é a mesma: O que estamos passando para as crianças? Qual a interpretação delas? O que isso poderá influenciar em seu futuro? O que isso pode influir no futuro da sociedade?
Para refletir...