Olha só como eu fiquei intrigada com o Papai Noel:
Eu e o Papai Noel:
... continuação ...
E assim, na noite de Natal, a Luíza ganhou do Papai Noel o tão sonhado e, principalmente, tão procurado “tubalão di carro”.
Lógico que ela gostou do “tubalão” e brincou com ele, tanto quanto gostou e brincou com os presentes de 1,99.
E agora, aqui em Belo Horizonte, fico feliz em ver que a Luíza ainda se diverte com o “tubalão”. Só não se diverte mais que o vizinho Emanuel, seu amiguinho, que vem todos os dias para brincar.
Mas, na infância, o que vale no presente, se não a espera e expectativa em ganhá-lo?
Aí vai uma foto da Luíza com o primo Pietro, brincando com o "tubalão di carro":
Neste Natal a Luíza perdeu o medo do Papai Noel e até tirou foto sentada em seu colo, num shopping aqui em Belo Horizonte, coisa que até então era impensável.
Outra novidade foi que a Luíza pediu um presente específico: “tubalão di carro”.
Fiquei imaginando o que seria esse tal “tubalão di carro”.
A Luíza me explicou que era um “tubalão que comia carro”.
Após incessantes pesquisas na internet, na escolinha, conversando com outras mães, tornando-me Phd em brinquedos infantis, descobri que era uma pista de carrinhos, que tinha um tubarão, denominado “Parque dos Tubarões”.
Assim, fizemos carta pro Papai Noel, pedindo o “tubalão”, com um desenho da Luíza na cartinha. Ela espalhou a quatro ventos que iria ganhar o “tubalão”.
Já ficava imaginando a carinha dela quando recebesse do Papai Noel o tão esperado “tubalão”.
Pronto, era só comprar o tal “tubalão de carro” que estava resolvida a questão do presente de Natal.
Ora, que bom se as coisas fossem fáceis assim, mas, quando se trata da vida de uma mãe, pode ter certeza que as coisas se complicam numa média de 25,46 vezes, conforme texto postado no dia 16/07/2005.
E, com o presente de Natal, não poderia ser diferente.
Era início de dezembro e, enquanto eu fazia pesquisas de preço do “Tubalão” pela internet, comecei a perceber que o referido brinquedo começava a se esgotar nas lojas virtuais.
Para não ter problemas em não receber o brinquedo, ou receber com atraso, achei melhor comprar numa loja não virtual. Foi então que eu liguei para uma loja aqui em Belo Horizonte que me garantiu que na terça-feira seguinte chegaria uma boa quantidade do produto.
Liguei para a loja na terça-feira para confirmar o recebimento do brinquedo, e adivinhem? Não haviam recebido.
Liguei novamente na quarta-feira e nada, na quinta-feira e nada mais uma vez.
Fui procurar em outras lojas, quando me dei conta da gravidade da situação: o brinquedo estava esgotado em todas as lojas. Ai meu Deus!
Liguei para todas as lojas possíveis daqui de Belo Horizonte e não achava o “tubalão”.
Passei a ligar para as lojas de brinquedos de Curitiba também.
Liguei para o fabricante do brinquedo, mas todos os produtos já haviam sido distribuídos.
Tive que pedir ajuda aos familiares para me auxiliarem nessa busca incessante, pois não poderia perder mais um dia sequer, correndo o risco do Papai Noel não entregar o brinquedo solicitado.
Assim, conversei com a titia Bianca, que me auxiliou ligando para as lojas de Curitiba, até que, após várias tentativas frustradas, achou o “tubalão” e pediu para a vendedora guardar o brinquedo que já estava indo buscá-lo.
Assim que a vovó Lígia chegou em casa, foi o mais rápido possível com a titia Bianca buscar o brinquedo na loja. Chegando lá, souberam que um dos exemplares do brinquedo havia sido vendido logo que a vendedora conversou com a titia Bianca pelo telefone e, minutos após, outros quatro pais desesperados foram em busca do “Parque dos Tubarões”, mas, diante do desespero da titia Bianca, a vendedora guardou o último para ela.
Pronto, estava cumprida a missão natalina.
Além disso, aprendi uma importante lição: presente de Natal deve ser comprado até o mês de outubro, no máximo, em novembro.
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