Eu e a Luíza, deitadas na cama, começamos a conversar.
Pergunto para ela:
- Qual o seu nome?
- Luíza Ken Batosévis.
Vai demorar ainda um pouco para ela aprender a falar seu nome, Luíza Klein Bartosievicz, corretamente. E o dia que ela conseguir escrever seu nome completo, aí então, poderemos considerá-la completamente alfabetizada.
E, continuamos a conversa:
- Quantos anos você têm?
Com a mãozinha já preparada, ela mostra 3 dedinhos e diz:
- Assim ó.
Sempre que lhe perguntam o nome, a Luíza já vai preparando os dedinhos, pois ela sabe que, depois do “Como você se chama?” ou do “Qual o seu nome?”, vem o “Quantos anos você tem?”
Prosseguimos nosso bate-papo:
- Luíza, qual a comida que você mais gosta?
- Hum.... é... hum... lelatina.
Na verdade, acho que a sua “comida” preferida é o “chicau”, mas como por esses dias ela tem comido muita gelatina, justifica-se sua resposta. Ou, então, ela sabe que “chicau” é bebida e não comida. Será?
Continuamos:
- Qual cor você prefere?
- Hum ... é ... hum ... marrom.
Que cor mais horrível para se preferir, ainda mais que meninas, geralmente, preferem cor-de-rosa. Mas, tudo bem né.
- Luíza, qual o seu melhor amiguinho?
- Hum ... da escolinha.
- Mas qual amiguinho da escolinha?
- Meu amigo Juão.
- E qual brincadeira que você mais gosta?
- Conde-conde!
Essa resposta foi dita com entusiasmo.
- E qual o brinquedo que você mais gosta?
- Hum ... é... hum... bagunça.
Nossa casa vive com tantos brinquedos esparramados pela sala, quartos, banheiro, que acho difícil ela ter que se decidir por um, sendo, portanto, corretíssima a resposta.
- E de quem você mais gosta? Da mamãe né?
- É.
Impossível fazer essa pergunta sem uma “pequena” indução, ... hehehehehe....., pois não estaria pronta para uma outra resposta.
- Luíza, qual ...
- Mamãe, vamos brincar de conde-conde? Vamos? Vamos? Eu conto. Não, você conta. É, você vai contá. Vamos? Vai lá contá! Eu vou me esconder. Vai lá. Vamos? Conta até dez ...